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A Mata Atlântica é um bioma[nota 1] de floresta tropical que abrange a costa leste, nordeste, sudeste e sul do Brasil, leste do Paraguai e a província de Misiones, na Argentina. Seus processos ecológicos evoluíram a partir do Eoceno, quando os continentes já estavam relativamente dispostos como estão hoje. A região é ocupada por seres humanos há mais de 10 000 anos.[1][2] A partir da colonização europeia, e principalmente, no século XX, a Mata Atlântica passou por intenso desmatamento, restando menos de 20% da cobertura vegetal original.

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Mata Atlântica
Parque Estadual da Graciosa, no Paraná.

Parque Estadual da Graciosa, no Paraná.
Área &0000000020020532.00000020 020 532 hectares (200 205,3 km2)
área original: &0000000131029898.000000131 029 898 hectares (1 310 299,0 km2)
Países Argentina
Brasil
Paraguai
Rios Rio Paraná, Rio Paraíba do Sul, Rio Uruguai, Rio São Francisco, Rio Doce, Rio Ribeira do Iguape.
Ponto mais alto 2892 metros (Pico da Bandeira)
Mapa da ecorregião da Mata Atlântica definida pelo WWF. A linha amarelo escuro representa os limites dessa ecorregião. Imagem de satélite da NASA.

Mapa da ecorregião da Mata Atlântica definida pelo WWF. A linha amarelo escuro representa os limites dessa ecorregião. Imagem de satélite da NASA.


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É um grande centro de endemismo e suas formações vegetais são extremamente heterogêneas, indo desde campos abertos em regiões montanhosas até florestas chuvosas perenes nas terras baixas do litoral. A fauna abriga diversas espécies endêmicas, e muitas são carismáticas, como o mico-leão-dourado e a onça-pintada. O WWF dividiu a Mata Atlântica em 15 ecorregiões, visando manter ações mais regionalizadas na conservação, já que o grau de desmatamento e as ações conservacionistas são específicas para cada região abrangida pelo bioma.[3]

Atualmente, cerca de 16% da cobertura original existe, a maior parte em pequenos fragmentos, de floresta secundária. No Brasil, restam cerca de 15,3% (a maior parte na Serra do Mar), no Paraguai, cerca de 15% e na Argentina, 45% da vegetação. Na conservação da Mata Atlântica brasileira, a criação de dois corredores ecológicos ligando os principais remanescentes de floresta no sul da Bahia e norte do Espírito Santo (Corredor Central) e os fragmentos na região da Serra do Mar e da Serra dos Órgãos (Corredor da Serra Mar) são de suma importância na conservação da biodiversidade.

Os remanescentes do Paraguai e Argentina fazem parte de uma estratégia trinacional de conservação, com a criação de corredores unindo as principais unidades de conservação desses países e outras quatro unidades de conservação do Brasil.[3] Na Argentina, restam cerca de 10 000 km², o que representa o maior trecho contínuo de "mata Atlântica do Interior". A Lei do Corredor Verde é uma tentativa de resguardar legalmente esses pedaços de floresta na Argentina.[4] No Paraguai, o desmatamento se deu principalmente a partir da década de 1980 e as unidades de conservação são poucas e na maior parte particulares.[5] Apesar do alto grau de desmatamento, a região da Mata Atlântica é a que mais possui unidades de conservação na América Latina, apesar de muitas serem pequenas e insuficientes para manutenção de processos ecológicos e biodiversidade.

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