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Miss Brasil

concurso de beleza Da Wikipédia, a enciclopédia livre

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O Miss Universo Brasil, também chamado simplesmente de Miss Brasil, é o concurso de beleza que anualmente elege a representante do Brasil para o Miss Universo. Realizado desde 1954, é considerado o mais tradicional entre os diversos Miss Brasil realizados, incluindo o Miss Mundo Brasil, que elege a candidata que vai ao Miss Mundo. [1][2]

Factos rápidos Tipo, Fundação ...

Na 1° edição, realizada em 1954, Martha Rocha, representante da Bahia, conquistou a coroa, se tornando a “primeira Miss Brasil” e representando o Brasil no Miss Universo 1954, onde ficou em 2° lugar. Na década de 1960 o país venceria o Miss Universo duas vezes, a primeira com a gaúcha Iêda Maria Vargas, em 1963, e a segunda com a baiana Martha Vasconcellos, em 1968.[3][4][5]

A Miss Brasil 2025, Gabriela Lacerda, do Piauí, foi eleita em fevereiro de 2025, mas em julho seguinte uma nova organização foi anunciada. Os nomes dos novos donos da franquia foram mantidos em segredo por algum tempo, com eles dizendo para o portal Itatiaia que em breve anunciariam uma decisão sobre a representante. [6] [7]

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História

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Perspectiva

Primeiros Anos: 1954-1957

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Olga Bergamini (1929)
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Jussara Marques (1949)

Desde o ano de 1865, eleições de uma "Miss Brasil" começaram a existir no país, mas não de maneira anual ou constante. Cada certame era realizado por organizações diferentes, que possuíam interesses distintos na realização de seus respectivos eventos.[8]

O primeiro registro histórico de um certame de beleza no Brasil ocorreu em 1865, quando Aymée (francesa que foi naturalizada brasileira) venceu a enquete promovida pelo jornal Diário do Rio, que buscava eleger a artista mais linda da cidade do Rio de Janeiro.[9] Isso ocorreu anos antes dos concursos de beleza serem realizados da maneira como são conhecidos.[10]

Em concursos sem continuidade anual, outras jovens também foram agraciadas com o título de “Miss Brasil” na primeira metade do século XX, dentre elas destacam-se:

Violeta (Bebê) Lima Castro (1900): cantora lírica carioca. Foi eleita pela revista Rua do Ouvidor, que promoveu um amplo e inédito concurso para escolher a mais bela mulher do Rio. Esta foi a primeira e única realização do evento pela revista.[11][12][13]

Noêmia Nabuco de Castro (1912): socialite carioca.[1]

Zezé Leone (1922): modelo santista que teve busto esculpido em praça pública, virou nome de música, de receita culinária e de locomotiva da Estrada de Ferro Central do Brasil.[14]

Olga Bergamini de Sá (1929): modelo carioca.[15]

Yolanda Pereira (1930): modelo gaúcha, vencedora do Miss Brasil e do Miss Universo 1930 (título não reconhecido pela Miss Universe Organization, pois o 1° concurso realizado com esse nome pela empresa aconteceu apenas em 1952).[16]

Ieda Telles de Menezes (1932): modelo carioca.[17]

Vânia Pinto (1939): carioca e primeira modelo profissional do Brasil.[18][19]

Jussara Marques (1949): modelo goiana.[20]

Costumeiramente, todas eram moças escolhidas entre a sociedade brasileira tradicional da época.

Mais informação Ano, Estado de origem ...
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Marta Rocha no concurso Miss Universo (1954). Arquivo Nacional.

O concurso oficial, como existe hoje, começou a ser realizado regularmente a partir de 1954, na boate do Palácio Quitandinha, um hotel-cassino em Petrópolis, Rio de Janeiro.

A partir de então, anualmente as eleitas tiveram a tarefa de representar o Brasil com beleza e elegância no concurso Miss Universo, criado nos Estados Unidos em 1952, comandado pela Miss Universe Organization.[21]

Anos Dourados: 1958-1972

Em 1955, com a entrada dos Diários Associados na promoção e transmissão do evento, o Miss Brasil passou a ter ampla cobertura da imprensa e se tornou o segundo evento mais assistido no país, atrás apenas do jogos da Seleção Brasileira de Futebol. Com o passar dos anos, passou a ser considerado o mais bem organizado concurso nacional de beleza do mundo pela Miss Universe Inc.[22] As transmissões televisivas, encabeçadas pela Rede Tupi, passaram a ter grande audiência depois que sua sede foi transferida de Petrópolis para a então capital federal em 1958.

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Ieda Maria Vargas, a primeira Miss Brasil eleita Miss Universo, em 1963.

Na década de 1960, o Brasil conquistou suas duas únicas vitórias no Miss Universo, com Ieda Maria Vargas em 1963 e Martha Vasconcellos em 1968, e sua única no Miss Beleza Internacional (concurso do qual participava a terceira colocada no Miss Brasil), com Maria da Glória Carvalho em 1968.[23] Nesse período, o país chegou às semifinais e finais de ambos os concursos por várias vezes. Em 1971, a segunda colocada daquela edição, Lúcia Petterle, Miss Guanabara, foi eleita Miss Mundo[24] - na época, a segunda colocada no Miss Brasil disputava o Miss Mundo.

Brasília: 1973-1980

Com a queda constante de público no Maracanãzinho, o local dos desfiles no Rio de Janeiro, os organizadores decidiram transferi-lo, em 1973, para o Ginásio Nilson Nelson em Brasília. A transferência ocorreu por uma razão estratégica: era na capital federal que se concentrava mais da metade das conexões de voos procedentes de todas as regiões do país (na época, cada estado poderia indicar sua candidata). Ela tinha, além de razões logísticas (a sede dos Diários Associados era na cidade), uma razão política extra: a proximidade com o poder facilitaria as recepções de presidentes da República às candidatas. No entanto, nem todos os ocupantes - caso de Ernesto Geisel - eram simpáticos às misses. Segundo trechos do Diário de Heitor Ferreira, o diário particular do secretário pessoal do então presidente, Geisel "se recusou a receber as candidatas a Miss Brasil 1974" no Palácio da Alvorada.[25]

Sem contar a antipatia do poder público, o concurso também enfrentava sucessivos problemas de perda de popularidade, tanto da presença do público no ginásio como da audiência na televisão. Esse problema se agravou em 1976, quando a marca multinacional de cosméticos Helena Rubinstein retirou seu patrocínio ao Miss Brasil. Em 1977, a Rede Tupi transmitiria o Miss Brasil ao vivo pela última vez. No entanto, a emissora continuaria a dar seu apoio até a sua falência, em 1980, quando sua situação financeira estava gravíssima e os índices de audiência "traçavam". A concordata dos Associados, provocada pelo fechamento de sete das nove emissoras da Tupi, obrigou o grupo, nos primeiros dias de 1981, a vender as franquias do Miss Brasil e do Miss Universo para o recém criado SBT, que já transmitia o concurso internacional através da então TVS e das afiliadas da então TV Record em São Paulo, São José do Rio Preto e Franca, que eram de propriedade de Silvio Santos.

Até a década de 1970, o Brasil era a maior potência da América Latina no concurso Miss Universo, com duas coroas até então e era presença constante entre as semifinalistas. Porém, no início da década seguinte o país deixou de ser protagonista para se transformar em um mero coadjuvante. A partir do Miss Universo 1981 a fase dourada do país terminou. Com a coroação da venezuelana Irene Sáez e o quarto lugar da brasileira Adriana Oliveira, o país petroleiro começou a sua fase dourada. Dali em diante a classificação de uma candidata venezuelana seria algo certo nos principais concursos de beleza do mundo. O país ganhou mais seis vezes o Miss Universo, sendo que destas vitórias três vieram num espaço de 15 anos, enquanto que o país também seria o primeiro a ganhar o concurso duas vezes seguidas, em 2008 e em 2009. O Brasil ainda se classificaria duas vezes nos anos seguintes.

SBT: 1981-1989

Com a falência do sistema da Rede Tupi em julho de 1980, a responsabilidade pela promoção do Miss Brasil foi transferida para Silvio Santos, o dono do SBT, uma das redes nacionais de televisão criadas a partir da partilha determinada pelo Ministério das Comunicações. Nesse período, Marlene Brito, funcionária da rede extinta e aproveitada pelo Grupo Silvio Santos, foi incumbida pela direção da nova emissora de coordenar as atividades relacionadas ao concurso. Com a compra da licença por Silvio Santos, ele seria o apresentador fixo do concurso por nove anos. Na "era SBT", o Brasil obteve resultados pouco significativos no Miss Universo (uma finalista e três semifinalistas, além das premiações especiais de traje típico concedidas em 1981, 1987 e 1989). Com sucessivas quedas drásticas de audiência, o SBT abriu mão do Miss Brasil e do Miss Universo em 1990 e isso foi crucial para a não-participação do Brasil em Los Angeles naquele ano.

Decadência: 1990-1999

Com a retirada do SBT da promoção do Miss Brasil, Marlene Brito saiu da emissora e montou uma empresa apenas para a promoção de concursos de beleza. A nova empreitada, batizada de The Most of Brazilian Beauty, promoveu apenas os concursos de 1991 e 1992. Em 1993, por problemas de patrocínio, Marlene decidiu indicar a única miss estadual eleita para aquele ano, a Miss Rio Grande do Sul, Leila Schuster, como a candidata brasileira na edição daquele ano na Cidade do México. A coroação aconteceu num restaurante de São Paulo. Em 1994, uma associação de cronistas sociais indicou Paulo Max para gerenciar as franquias nacionais do Miss Universo e Miss Beleza Internacional. Após o falecimento de Max, em 1996, seus filhos, Paulo Max Filho e Ana Paula Sang (Miss Brasil Young International 1980), coordenaram o concurso de 1997 a 1999.

No entanto, as diversas trocas de franqueados afetaram seriamente o desempenho brasileiro no Miss Universo, que chegou a figurar nas semifinais apenas duas vezes: com Leila em 1993, que foi primeira colocada nas preliminares e cinco anos depois com Michella Marchi em Honolulu 1998 . Em 1996, Anuska Prado, Miss Brasil Mundo daquele ano, classificou-se em terceiro lugar no Miss Mundo, quebrando um jejum de 13 anos sem classificação do Brasil entre as 5 primeiras colocadas nos principais concursos de beleza do mundo. Em contrapartida, algumas vencedoras do concurso nacional levaram outros títulos internacionais de segunda categoria, como o Nuestra Belleza Internacional, voltado apenas para a América Latina.

Gaeta: 2000-2011

Em 2000, a Gaeta Promoções e Eventos adquiriu a franquia do concurso, que voltou a ser transmitido pela televisão, inicialmente de forma regional, através da CNT Rio de Janeiro. Dois anos mais tarde, em 2002, o concurso voltou a ser transmitido nacionalmente pela recém-criada RedeTV!. No ano seguinte, se iniciaria uma parceria com a Rede Bandeirantes e assim o concurso retornaria à mídia. Além do Miss Brasil, a emissora também transmitiria o Miss Universo. Neste ano, em 2003, Gislaine Ferreira, faria história. Ela foi uma das favoritas nas bolsas de apostas e conseguiu se classificar entre as 10 semifinalistas. Com a volta das transmissões do concurso, a emissora registrou boa audiência, chegando a ficar em 1° lugar em audiência televisiva segundo o Ibope.[26] Em 2006, Rafaela Zanella também foi semifinalista, terminando entre as 20 semifinalistas.

No entanto, o concurso realmente voltou a provocar interesse nacional em 2007, quando a mineira Natália Guimarães conseguiu o melhor resultado do país em mais de três décadas, sendo a quinta brasileira a terminar na segunda posição. Nos anos seguintes, a atenção da mídia pelo concurso mostrou crescimento, mas nenhuma de suas primeiras sucessoras (Natália Anderle, Larissa Costa e Débora Lyra) conseguiu classificação para as semifinais das edições posteriores.

Os melhores resultados brasileiros em concursos internacionais após a boa colocação de Natália não foram além de um segundo lugar no Miss Continente Americano, com Denise Ribeiro em 2009,[27] e uma classificação para as semifinais do Miss Internacional, com Rayanne Morais também em 2009,[28] ambos concursos de menor expressão e popularidade. Em 2011, durante o concurso realizado no Brasil, com o terceiro lugar de Priscila Machado o país voltou a ficar entre os cinco finalistas do Miss Universo.[29]

A coordenação nacional e geral, nesta época, ficou por conta de Boanerges Gaeta, Nayla Micherif, e a mãe desta, Nádia Micherif. Como coordenadores estaduais se destacaram Evandro Hazzy, do RS, e José Alonso, de MG.[30][31]

Band: 2012-2014

Em 2011, com a realização do Miss Universo no Brasil, a Organização Miss Universo concedeu à Rede Bandeirantes os direitos do Miss Brasil, pondo fim aos 12 anos (2000-2011) de comando da Gaeta.[32] De 2012 a 2015, a Enter Entertainment Experience, empresa de eventos do Grupo Bandeirantes, foi responsável pela direção do concurso nacional e pela seleção das candidatas dos 27 concursos regionais, além de todos os assuntos relacionados ao mesmo. O concurso passou por modificações e as candidatas brasileiras conseguiram resultados mais expressivos: em 2012 e 2013, respectivamente, a gaúcha Gabriela Markus e a mato-grossense Jakelyne Oliveira conseguiram um Top 5 e em 2014 a cearense Melissa Gurgel conseguiu um Top 15.

A coordenação nacional e geral, nesta época, ficou por conta de Evandro Hazzy, coordenador do Miss RS durante a Era Gaeta, e de Karina Ades, da Band.[33]

Polishop: 2015-2019

Em 2015, enfrentando uma severa crise financeira, a Band fez uma parceria com a empresa de televendas Polishop, se tornando responsável apenas pela transmissão e divulgação do mesmo.[34] O concurso ficou sob a responsabilidade do empresário João Apollinário, dono da Polishop, até meados de 2019, sendo dirigido por Karina Ades, da Band, e tendo como patrocinadora principal a Be Emotion, marca de maquiagem e cuidados pessoais do grupo Polishop, sob acordo de naming rights.[35] Durante este tempo, o concurso foi nomeado Miss Brasil Be Emotion. A primeira Miss Brasil da Era Polishop (ou Era Be Emotion) foi a gaúcha Marthina Brandt, que se classificou entre as 15 semifinalistas do Miss Universo 2015.

Durante a parceria com a Polishop, o Brasil manteve a sequência de bons resultados no concurso: no Miss Universo 2016 a paranaense Raíssa Santana terminou o concurso entre as 13 semifinalistas, em 2017 a piauiense Monalysa Alcântara acabou entre as 10 semifinalistas e em 2018 a amazonense Mayra Dias ficou entre as 20 semifinalistas.

Em julho de 2019, alguns meses depois da coroação da mineira Júlia Horta, a imprensa anunciou o fim da parceria de 5 anos entre a Band e a Polishop. Além disto, a TV anunciou que não organizaria o Miss Brasil - e, por conseguinte, os concursos estaduais - em 2020. "Frente à decisão de não renovar o contrato, a Band e a Polishop/Be Emotion deixam de ter qualquer responsabilidade acerca da realização dos concursos estaduais ou nacional que tenham relação com a cadeia de concursos Miss Universo 2020", dizia a nota divulgada.[36]

Segundo o Observatório da Televisão, do UOL, "a decisão já vinha sendo estudada desde 2018, uma vez que os concursos de misses não têm o mesmo prestígio de antes, não conseguindo atrair anunciantes e o público. Os resultados decepcionantes do Miss Brasil 2019 foram determinantes. (...) A audiência foi muito baixa. Em São Paulo a média foi de 1,8 pontos de Ibope. É o menor resultado da história dos concursos de misses na TV brasileira."[37]

Miss Universo Brasil: 2020-presente

Em julho de 2019, após o fim da parceria com a Polishop, a imprensa anunciou que o Brasil não teria representação no Miss Universo 2020, sem a Band, no entanto, ter se pronunciado sobre o assunto. No dia 3 de outubro de 2019, Natália Guimarães postou em seu Instagram que os fãs deveriam esperar uma "nova era" para o Miss Brasil. "Preparem-se para uma nova era, um novo ciclo! Aguardem novidades incríveis!", escreveu.[38] Questionada, a Band respondeu que a transmissão dependeria do surgimento de patrocinadores. No entanto, meses mais tarde, em março de 2020, a emissora comunicou que não tinha renovado contrato com a organização Miss Universo e que não faria mais o concurso no Brasil.[39][40]

Em 6 de julho de 2020, foi anunciado que o empresário gaúcho Winston Ling tinha comprado a franquia. O concurso foi renomeado para Miss Universo Brasil e em 6 de novembro seguinte a Miss Brasil 2015 Marthina Brandt foi anunciada como a nova diretora do evento. A empresa formada chamou-se Miss Brasil Organização de Eventos Ltda. [41]

Ling deixou a empreitada posteriormente e Marthina criou a Brandt Organização de Eventos Ltda, realizando o concurso em 2022 e 2023. No entanto, depois de engravidar do primeiro filho, ela anunciou que estava encerrando seu trabalho para se focar na nova etapa da sua vida. [42]

Gerson Antonelli comprou a franquia e realizou os concursos de 2024 e 2025, mas em julho de 2025 foi anunciado que ele não era mais o franqueado, deixando "no ar" se a eleita por Antonelli continuaria com a coroa. [43] [7]

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Fatos históricos

Mais informação Fato, Nome ...
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Coordenações

Estiveram a frente do concurso:

Mais informação Período, Empresa ...

Regulamento

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Perspectiva

Para participar do concurso Miss Brasil, a candidata deve preencher os seguintes requisitos gerais:[44]

Obrigatoriamente, as candidatas, desde as etapas municipais, também devem ter disponibilidade de cumprir diversos compromissos num prazo de 12 a 24 meses, que são elucidados em regulamentos públicos e contratos.

Além disto, a vencedora só pode participar do Miss Universo uma única vez, ou seja, só pode ser Miss Universo Brasil uma única vez. Igualmente, as candidatas só puderam participar do Miss Universo Brasil uma única vez, mas isto mudou quando Rayanne Morais, que havia sido Miss Minas Gerais 2009, voltou em 2012 vencendo o Miss Rio de Janeiro.

O regulamento do concurso sempre permitiu que candidatas representassem estados nos quais não nasceram, mas onde residiam por algum tempo - exemplos são Ângela Vasconcelos, nascida no Rio de Janeiro e eleita Miss Brasil 1964 pelo estado do Paraná; Adriana Alves de Oliveira, gaúcha eleita Miss Brasil 1981 pelo Rio de Janeiro; Márcia Gabrielle, carioca eleita Miss Brasil por Mato Grosso em 1985; Josiane Kruliskoski, paranaense eleita Miss Brasil 2000 por Mato Grosso; Gislaine Ferreira, mineira eleita Miss Brasil por Tocantins em 2003; Débora Lyra, capixaba eleita Miss Brasil por Minas Gerais em 2010, e Raissa Santana, nascida na Bahia e eleita Miss Brasil 2016 pelo Paraná - mas a partir dos anos 2020 candidatas que não moravam nos estados que representam também foram permitidas, como Gabriele Marinho, que morava no sudeste, mas tendo nascido em Maceió, representou Alagoas.

Candidatas eleitas Miss Brasil Universo também carregaram outras faixas posteriormente, como Adriana Alves de Oliveira, que foi Brasil Universo em 1981 e três anos mais tarde, em 1984, foi Miss Brasil Mundo. O caminho inverso foi feito por Julia Gama em 2020, já que ela havia sido Miss Mundo Brasil 2014.

Casos de descumprimento de regras

A primeira Miss Brasil a perder o título foi a mineira Stael Abelha, Miss Brasil 1961. Ela não conseguiu classificação no Miss Universo, sendo a primeira a não conseguir o feito, e, de volta ao Brasil, por querer se casar e não querer mais compromissos com a organização Diários Associados, acabou sendo substituída pela vice, Eva Brauner Menezes, que depois seria vice-Miss Internacional 1961.

Outro caso de descumprimento de regras envolveu a Miss Brasil 2002, Joseane Oliveira, que posteriormente perdeu o título para a vice, Taíza Thomsen. Joseane participou do Miss Universo 2002, onde não classificou, sendo casada, o que seu coordenador estadual e a Gaeta disseram não saber. Ela revelou sua condição durante o Big Brother Brasil 2002, perdendo o título posteriormente e levando Taíza a processar a Gaeta. [46]

Em 2011, Priscila Machado, após algumas fotos de nudez vazarem na Internet, esteve a ponto de perder a coroa de Miss Brasil quando o caso foi amplamente noticiado pela mídia nacional. "Foto de nu que circula pela internet ameaça o título da nova Miss Brasil", escreveu o Ego da Globo na época. Priscila, que inicialmente havia dito se tratar de uma única foto, divulgada sem sua autorização, se viu ainda mais envolvida na polêmica quando novas fotos de nudez apareceram. "Mais confusão para o lado da Miss Brasil 2011, escreveu o Holofote do Clic RBS. A Gaeta Promoções, então dona da franquia Miss Universo, entrou em contato com a organização internacional que teria informado que Priscila poderia continuar na disputa. [47]

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Etapas de classificação

Em geral, há seleção das candidatas municipais em concursos ou simplesmente por apontamentos para as etapas estaduais. Além disto, quando os coordenadores estaduais não podem realizar concursos, uma representante do estado pode também ser simplesmente indicada. Eventualmente a própria Miss Brasil pode ser indicada, como foi o caso de Julia Gama em 2020.

Os concursos estaduais foram por décadas considerado eventos de grande importância, alcançando ótimos níveis de audiência e sendo transmitidos na TV aberta, entre eles o Miss São Paulo, Miss Rio de Janeiro, Miss Minas Gerais, Miss Pará e o Miss Rio Grande do Sul. Outros concursos, como por exemplo o Miss Amazonas, Miss Rio Grande do Norte, Miss Paraíba, Miss Piauí, Miss Santa Catarina, Miss Bahia, Miss Paraná e Miss Pernambuco, chegaram a ser transmitidos depois de realizados.

No entanto, a partir dos anos 2020, a maioria passou a fazer as transmissões em suas redes sociais e ou em canais do You Tube, seguindo uma tendência mundial - com exceção da Ásia - de perda de espaço, fãs e patrocinadores.

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Televisão

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Perspectiva

As primeiras transmissões televisivas do Miss Brasil em rede nacional ocorreram a partir de 1970, na Rede Tupi. Até então, o concurso era mostrado para outros estados em VT com dias de atraso em relação à exibição para o público da cidade-sede. O SBT assumiu a transmissão e promoção do evento de 1981 a 1989. Com a mudança de direção, os concursos de 1991, 1992, 1994 e 1995 não foram televisionados. Depois de alguns hiatos, a Rede Record exibiu um VT do evento em 1996. De 1997 a 2001, emissoras da Rede Manchete, Rede Record e CNT transmitiram as finais em nível regional. O concurso voltou a ser televisionado nacionalmente em 2002, pela Rede TV!, e pela Rede Bandeirantes de 2003 a 2019.

Entre os diretores de transmissão estão nomes como Homero Salles, que dirigiu de 1981 até 1987 pelo SBT, e Marlene Mattos e Rodrigo Carelli a partir de 2003 na Rede Bandeirantes.

Apresentadores

Nomes consagrados já passaram pelo posto de apresentador do Miss Brasil, sendo o mais notável deles Silvio Santos, que apresentou o concurso de 1981 a 1989, exceto em 1988, quando teve problemas nas cordas vocais e foi substituído por Murilo Nery. Em 2011 e 2012 o concurso nacional foi apresentado por Adriane Galisteu e nos anos de 2013 e 2014 pela Miss Brasil 1999 Renata Fan, que usualmente dividia o posto com um apresentador do sexo masculino.[48][49]

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Vencedoras

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Galeria de vencedoras

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Conquistas

Por estado

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Por regiões

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Carreiras pós-concurso

Televisão, cinema e teatro

Misses em reality-shows

Misses falecidas

Notas

  • O Miss Brasil 2016 é considerado um ponto sem volta na história do concurso, pois 6 candidatas eram negras - o maior número até então.[69] Consequentemente, um dos principais paradigmas da história do Miss Brasil foi quebrado: trinta anos após a coroação de Deise Nunes no Miss Brasil 1986, que até então era a única negra a vencer, a paranaense Raissa Santana se tornou a segunda negra a ganhar o concurso.[70]
  • Em outro fato histórico, Raíssa coroou outra negra como sua sucessora em 2017, a piauiense Monalysa Alcântara.
  • Em 2019, houve a primeira participação de uma candidata transsexual em uma etapa estadual.[45]
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Referências

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  2. Pepino, Dra Luciana (21 de março de 2017). «O que faz uma mulher ganhar o Miss Universo?». Dra. Luciana Pepino. Consultado em 18 de fevereiro de 2025
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