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Rainha da Sucata

telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo Da Wikipédia, a enciclopédia livre

Rainha da Sucata
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 Nota: Se procura o edifício com esse apelido em Belo Horizonte, veja Edifício Rainha da Sucata.

Rainha da Sucata é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela TV Globo de 2 de abril a 26 de outubro de 1990, em 179 capítulos.[1] Substituiu Tieta e foi substituída por Meu Bem, Meu Mal, sendo a 42ª "novela das oito" a ser transmitida pela emissora.

Factos rápidos Informações gerais, Produção ...

Escrita por Silvio de Abreu, com colaboração de Alcides Nogueira e José Antônio de Souza. Conta com a direção de Fábio Sabag, Mário Márcio Bandarra e Jodele Larcher, sob a direção geral e de núcleo de Jorge Fernando.[2]

Contou com as atuações de Regina Duarte, Glória Menezes, Tony Ramos, Antônio Fagundes, Renata Sorrah, Daniel Filho, Aracy Balabanian e Claudia Raia.[1]

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Enredo

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Perspectiva

Ambientada em São Paulo, a trama retrata o universo dos novos-ricos e da decadente elite paulistana, contrapondo duas personagens femininas distintas: a emergente Maria do Carmo Pereira e a socialite falida Laurinha Figueroa.

A empresária Maria do Carmo enriquecera com os negócios de ferro-velho do pai, o português Onofre, comprando um prédio na Avenida Paulista, no qual fundou uma concessionária, a Do Carmo Veículos, além de uma casa de shows, a lambateria Sucata. Mesmo bem sucedida, Maria do Carmo não perdeu os hábitos simples, permanecendo morando no bairro de Santana, na zona norte, com o pai e a mãe Neiva. Mulher de personalidade forte, mas meio grossa no modo de agir, Maria do Carmo almeja conquistar a high society da elite paulistana, percorrendo um árduo caminho para isso.

O caminho de Maria do Carmo volta a cruzar com o de Edu, playboy que a humilhara na época do colegial e que hoje vive uma situação de falência ao lado de sua tradicional família, os Albuquerque Figueroa. Vendo nisso uma oportunidade para se vingar de Edu e adentrar na alta sociedade, Maria do Carmo propõe um acordo: um casamento de conveniência, afinal eles possuem o sobrenome e ela o dinheiro. Após o casamento, Maria do Carmo vai morar no casarão dos Figueroa, no nobre bairro dos Jardins, mas precisará enfrentar a oposição de Laurinha. Sofisticada e ardilosa, a megera se nega a aceitar a falência da família e despreza Maria do Carmo, suportando-a apenas por conta de seu dinheiro e chamado-a pejorativamente de "sucateira". Casada com o milionário Betinho, muito mais velho que ela, Laurinha nutre uma paixão secreta e proibida por seu enteado Edu, fazendo de tudo para prejudicar a união do casal e arruinar a nova vida de Maria do Carmo.

Além das maldades de Laurinha, Maria do Carmo ainda precisará enfrentar as armações de Renato Maia, seu principal sócio e administrador de seus empreendimentos. Falso e mau caráter, Renato nutre uma obsessão por ela e deseja se apoderar de todos os seus negócios. Após a morte de Onofre, um caso entre ele e a vizinha Salomé vem à tona, revelando a paternidade de Caio e Mariana Szimanski, amigos de Maria do Carmo. De olho em sua parte na herança, Renato seduz a tímida e romântica bibliotecária Mariana, com quem acaba se casando.

Já Caio é um tímido e ingênuo professor de paleontologia que sofre de gagueira e vive um romance tumultuado com a vizinha Nicinha, moça metida e fogosa. Ele acaba se apaixonando pela dançarina Adriana, filha de Laurinha e Betinho; ansiosa e desengonçada, a "bailarina das coxa grossa" vive sendo humilhada pela mãe, enquanto sonha com uma carreira de sucesso, passando a disputar o amor dele com Nicinha.

Maria do Carmo ainda precisará enfrentar a oposição de sua vizinha Dona Armênia, viúva fofoqueira e de origem homônima, que trata "suas três filhinhas" Gerson, Gera e Gino como crianças. Legítima dona do terreno onde está situada a Sucata, Dona Armênia passa a querer implodir o prédio e colocá-lo "na chon" das mais variadas maneiras. Gerson é apaixonado por Maria do Carmo, mas começa a disputar o coração da francesa Ingrid, sobrinha de Betinho, ao lado de seus irmãos.

Na mansão dos Figueroa ainda vive o misterioso Jonas, mordomo que trabalha há anos para a família e anota cada passo dos seus integrantes, investigando-os, além de esconder a sete chaves um caso do passado com Isabelle, mãe de Ingrid e irmã de Betinho. A jovem jornalista Paula é outra interessada na história dos Figueroa, acabando por se apaixonar por Edu, sem nem desconfiar que é filha biológica de Jonas. Já a estudante Alaíde trabalha como arrumadeira na mansão para ajudar a mãe, a empregada Lena, a quem deseja dar um futuro melhor. Apesar de odiar Laurinha, ela acaba se apaixonando pelo filho dela, o mulherengo Rafael; paixão essa prejudicada após Lena revelar que ela é filha de Betinho, sem nem desconfiar que Rafael é fruto de uma traição de Laurinha.

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Elenco

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Participações especiais

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Produção

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Perspectiva

Rainha da Sucata foi a primeira novela "das 8" escrita por Sílvio de Abreu, que até então havia assinado várias tramas apresentadas às 19 horas. Ele foi designado para escrever uma telenovela humorística para as 20 horas. Nesta época, havia uma determinação do Departamento de Teledramaturgia da Globo em evitar a apresentação de enredos excessivamente dramáticos neste horário, que começou com a exibição de O Salvador da Pátria. Entretanto, esta proposta só prevaleceu no início da trama. Devido à rejeição do público à comédia excessiva (fator esse que era notado na audiência), a partir de junho de 1990, o autor Silvio de Abreu decidiu deixar a comédia em segundo plano e apostar mais no drama.[3]

Ainda em junho de 1990, a trama passou a mostrar capítulos mais longos. O objetivo era amenizar o impacto que a novela Pantanal causava nos programas posteriores. Essa ação também fazia com que Pantanal perdesse publicidade, pelo fato de começar cada vez mais tarde. Além disso, a seção "cenas do próximo capítulo" também foi extinta.[4]

O Plano Collor, que foi um plano econômico implementado pelo então presidente brasileiro, Fernando Collor de Mello, foi incorporado à história de Rainha da Sucata. A Globo foi acusada de saber das intenções de Collor e não ter alertado a população sobre o tal plano. Mas o que aconteceu na verdade foi que, por causa desse plano do governo, muitas cenas que já estavam prontas tiveram que ser reescritas, para se adaptarem à realidade.[5]

No meio da trama, Silvio de Abreu precisou se afastar dos trabalhos. Gilberto Braga o substituiu e escreveu nove capítulos.[6]

A vilã Laurinha teve seu desfecho 8 capítulos antes do fim da novela. No capítulo 171, exibido em 17 de outubro de 1990, ela comete suicídio, se jogando do prédio da Sucata. Porém o mistério da sua morte é um dos fios condutores da reta final da trama. Três finais diferentes foram escritos para a novela, para manter o segredo sobre o fim da personagem Maria do Carmo.

Audiência

Na época de sua exibição, alcançou média geral de 61 pontos no IBOPE, ocupando a 6ª colocação entre as novelas de maior audiência da história da TV Globo.

Exibição

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Exibição internacional

A trama também fez grande sucesso no exterior, sendo vendida para Angola, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Espanha, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, México, Nicarágua, Paraguai, Uruguai entre outros países. A novela foi exibida em Portugal pela 1ª vez em 1991, na RTP1, às 20h30 de segunda a sexta feira, em horário nobre, no seu formato original, e depois na TV Globo Portugal, de 23 de novembro de 2009 a 18 de junho de 2010 às 19h30, em 148 capítulos. Na América Latina foi transmitida pela TNT de segunda a sexta as 18h (México DF), 21h (Buenos Aires), 19h (Bogotá) e 20h (Caracas).[carece de fontes?]

Reprises

Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo de 28 de fevereiro a 16 de setembro de 1994, substituindo Direito de Amar e sendo substituída por sua antecessora original, Tieta, em 145 capítulos.[7]

Foi reexibida na íntegra pelo Viva de 21 de janeiro a 27 de setembro de 2013, substituindo Que Rei Sou Eu? e sendo substituída por Água Viva, à 00h.[8][9]

Outras mídias

Em setembro de 2015, a telenovela foi lançada em formato DVD pela Loja Globo, em um box contendo 12 discos.[10]

Em 7 de outubro de 2024, foi disponibilizada na íntegra pelo Globoplay, como parte do Projeto Resgate.[11]

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Música

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Rainha da Sucata

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Rainha da Sucata (comumente chamado de Rainha da Sucata - Nacional) foi o primeiro álbum da trilha sonora da novela. O álbum foi lançado em CD, fita cassete, e LP pela Som Livre, em 1990 no Brasil,[12] e em 1991 em Portugal, pela Columbia Records.[13] O álbum conta com uma seleção variada de canções, de vários gêneros, como MPB, música latina, pop rock, lambada, e bossanova, interpretadas por diferentes artistas brasileiros.

Lista de faixas

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Mais informação – Edição portuguesa, N.º ...

Rainha da Sucata - Internacional

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Lista de faixas

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Trilha complementar: Lambateria Sucata

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Capa: Coxas de uma dançarina (ilustração)[1]

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Outras canções não incluídas nos álbuns
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Prêmios

Referências

  1. «Rainha da Sucata». Memória Globo. Consultado em 2 de junho de 2015
  2. «Em 1990, Globo tentou inovar com Rainha da Sucata e quebrou a cara». Notícias da TV. 7 de junho de 2015. Consultado em 12 de novembro de 2017
  3. James Cimino (8 de julho de 2013). «Silvio de Abreu conta que Globo esticava "Rainha da Sucata" para "Pantanal" perder anunciantes». UOL. Consultado em 12 de novembro de 2017
  4. Nilson Xavier (25 de outubro de 2015). «Há 25 anos, Rainha da Sucata enfrentou Plano Collor e sucesso de Pantanal». UOL. Consultado em 12 de novembro de 2017
  5. «Mortes, brigas e tragédias mudam rumo de novelas; veja exemplos». Terra. 24 de junho de 2012. Consultado em 12 de novembro de 2017
  6. «Novela que defendeu Plano Collor volta». Folha de S.Paulo. 27 de fevereiro de 1994. Consultado em 12 de novembro de 2017
  7. Nilson Xavier (1 de outubro de 2012). «Canal Viva vai reprisar a novela "Rainha da Sucata"». UOL. Consultado em 6 de julho de 2021
  8. «Sucesso dos anos 1990, "Rainha da Sucata" volta no canal Viva». Folha Ilustrada. 20 de janeiro de 2013. Consultado em 10 de setembro de 2015
  9. «Rainha da Sucata chega em DVD». Gazeta do povo. 3 de setembro de 2015. Consultado em 12 de novembro de 2017
  10. (1990) Créditos do álbum Rainha da Sucata por Vários artistas [LP]. Brasil: Som Livre (4050007).
  11. (1991) Créditos do álbum Rainha da Sucata por Vários artistas [LP]. Portugal: Som Livre (4715261).
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